terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O bom-mocismo fake irrita!

Estava eu, hoje, no supermercado, me encaminhando aos caixas. Eis que, chegando perto do tradicional 'brete' de comércio (aqueles separadores que dobram as filas em três ou quatro partes pra enganar o consumidor e fazer com que o sistema pareça organizado e eficiente), eu dou uma súbita involuntária olhadinha na capa da revista Veja. E tal foi a irritação com a capa que, chegando em casa, tive que procurar informações sobre a reportagem para sentir o conteúdo lixo da revista. Como vocês podem ver pela capa, existe aquele clima de gente fina, elegante e sincera e toda aquela coisa estúpida e falsa que a Veja costuma publicar. Na reportagem, a mesma coisa. E a imbecilidade extrema é a revista publicar tais coisas sobre esses 'pilantropos'.
O leitor já deve saber que eu realmente não gosto do Luciano Huck. É isso mesmo! Não suporto esse bom-mocismo fake, de quem leva pessoas a um palco pra serem humilhadas em provas ridículas na busca de um sonho (financeiro ou material). Não suporto cara milionário esculhambando gente pobre que vive mal por não ter condições de morar melhor. E é isso mesmo o que ele faz! Já vi o apresentador dizer, ao entregar uma casa pronta e reformada a uma família, que "antes do 'Lar Doce Lar' a casa era um lixo".
E vamos combinar, esse cara não era ninguém até colocar uma série de mulheres semi-nuas e gostosonas rebolando em seu 'programinha'. Com fantasias típicas de um desses inferninhos bem pulgueiros da Farrapos. Vamos combinar também, que ele não era ninguém até começar a namorar a Eliana (ainda quando estava na Band)... Vamos combinar mais ainda, que boa parte do 'sucesso' dele como apresentador se dá por essa falsa caridade sustentada por patrocinadores fundo-de-quintal.
E querem saber do que mais, o cara é tão interesseiro quanto qualquer outro empresário, isto vai desde divulgar seus parceiros no Twitter, como no caso do Peixe Urbano, até defender o indefensável banco Itaú como 'um banco que acredita no brasileiro' no cu, papagaio. E tem mais, o cara não é tão bom-moço assim, visto que tem problemas com a Prefeitura de Angra dos Reis por crime ambiental.
Mas de nada adianta isso pra tantas e tantas pessoas que assistem essa porcaria de programa e ainda julgam o cara uma pessoa bacaníssima... Adianta menos ainda pra todos os desprovidos de cérebro que lêem, assinam e compram a revista Veja, pois estas pessoas devem mesmo achá-lo um bom-moço. Enfim, as coisas são como são. No país em que jogar bola é talento, mostrar o rabo é ser artista e lucrar com a desgraça alheia é ser bom-moço, eu estou mesmo condenada...

3 Comentários:

gabriela disse...

O que tu escreveu além de ser uma meia verdade esta mal pesquisado. O Luciano Huck realmente não é um bom moço, mas ele antes de namorar a Eliana já vinha de uma familia de posses, possuia uma casa noturna e trabalhou na playboy. O que obviamente significa que ele era algo além do nada. Além disso você pratica esportes? Nós podemos não concordar com os salários absurdos dos jogadores, mas vamos reconhecer que é um esporte e exige dedicação, eforço e talento e merece respeito.
Radicalismo é um caminho bem ruim pra se seguir!

lizi disse...

ta aí mais uma que lê Veja e acha que jogar futebol é talento. me poupe, querida! vai assistir tv, que tu ganha mais! ;)

William disse...

convenhamos que todos esses programas que diz "Ajudar" da tv só visam audiência, quem quer ajudar mesmo não precisa fazer sensacionalismo em cima da desgraça dos outros, tanto nesses programas de auditórios como em programas jornalísticos, que direito eles tem de expor uma situação constrangedora em rede nacional?