segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Novela Mexicana

De todas as novelas, as melhores são, sem dúvida, as mexicanas. Enquanto as novelas brasileiras mostram  muita putaria um final tosco onde os maus conseguem se safar quando se "arrependem" de tudo que fizeram, as novelas mexicanas são bem claras e específicas no destino de cada personagem. Os maus morrem no final!
A certeza das penalidades para cada ser maléfico na novela mexicana é algo que muito me agrada, visto que as novelas brasileiras contemporâneas dão muitas chances para os antagonistas saírem ilesos ao final da trama. Isto é horrível! E devo comentar, também, a seqüência dos fatos da novela mexicana é sempre armada de modo a manter todos os capítulos com um certo suspense e acontecimentos importantes para o desenrolar dos fatos. Coisa bem diferente das novelas brasileiras, que ficam muito paradas em uma certa etapa da história, sem nenhum acontecimento interessante no núcleo principal da novela.
Obviamente, tenho que mencionar a superioridade dos atores mexicanos, que expressam muito mais dizendo muito menos. As caras, olhares, vozes, reações e gestos beneficiam a cena como um todo, e convencem! Apenas alguns poucos atores brasileiros têm esta capacidade.
A novela mexicana é, em sua essência, uma tragédia grega refinada. Recheada com algumas utopias socialistas, de que os pobres trabalhadores são sempre virtuosos, e a luta de classes termina quando os ricos percebem essas virtudes (vide 'Maria do Bairro', 'Amigas e Rivais', 'Usurpadora' e 'Café com aroma de mulher'). Outra coisa curiosa é que a abertura das novelas mexicanas já contam todinha a história, só pela abertura a gente já sabe o que vai acontecer, o gancho da história e as mudanças dos personagens.
Claro que não posso deixar de falar sobre a espinha dorsal de uma novela mexicana: a história de amor. Não existe novela mexicana que não tenha história de amor! Isso é quase uma lei da física-quântica-mexicano-novelística. Há sempre uma mocinha e um mocinho. Ás vezes o mocinho é um filho-da-puta mimado que não se importa com nada, mas ele sempre se torna um cara legal e responsável no final da trama. (O mito do homem que muda pra melhor.) A mocinha é seeeeeeeempre a sofredora. Às vezes pobre, outras vezes pobre menina rica, mas é sempre coitadinha de alguma forma: ou é por não ter amigos, ou é por ter muuuuito dinheiro e uma família que não dá a mínima, ou é por amar alguém de outra classe social, ou é por só andar em más companhias... Enfim, a mocinha passa apuros. Mas é sempre salva pelo mocinho destes horrores emocionais. Até hoje só vi uma novela mexicana com uma personagem principal ruim: Rubi (una descarada!). Todas as outras mocinhas eram boas. Destaque especial pra uma especialista em mocinhas: Matilde Adela Noriega. Destaque meeeeeeeega especial para o galã mais espetacular das novelas mexicanas: Luis Fernando de la Vega, também conhecido como Carlos Daniel, Fernando Colunga.
E em matéria de mocinho e mocinha, o destaque também é para o romantismo absuuuurdo das novelas mexicanas. É uma coisa bizarra mas a gente adora. Os casamentos são sempre um acontecimento que rende de três a cinco capítulos (vide Amor Real, Amanhã é para sempre, A Mentira e Rubi). Se o casamento é no início ou no meio da história, sempre tem um esquemão de intriga/mentira/fatos chocantes, coisas imperdíveis... Crianças de novela mexicana são songa-mongas irritantes, sempre choronas e com vozes horríveis na dublagem.
Por fim, aqui vai uma lista das minhas novelas mexicanas favoritas através das aberturas:












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