quinta-feira, 22 de abril de 2010

Médicos e "Médicos"

...retornei! Esse blog já estava mofado, coitadinho... Demorei muito pra voltar a escrever. Mas muita coisa aconteceu: formatura, aniversário, etc. E o Twitter definitivamente se tornou um vício! Já vou aproveitar e colocar um link aqui no blog!
Então, vamos ao assunto de hoje:

Depois do absurdo da lei que proíbe a venda de remédios em prateleiras expostas ao consumidor, um outro esquema chamou a atenção: a comissão paga por algumas farmácias aos médicos. Neste esquema mostrado na reportagem do Fantástico, médicos recebem 30% do valor dos medicamentos encomendados por pacientes que eles encaminham, e na maioria dos casos estes remédios não são nem necessários ao tratamento do paciente (são apenas receitados para dar lucro ao "médico" e à farmácia). Ou seja, como se não bastasse o governo tentar tirar o direito das pessoas de administrarem medicações simples sem a intervenção de um médico, ainda temos de ver esse tipo de esquema mafioso entre farmácias e "médicos". Isso me deixou irritada, pois sou totalmente contra os dois acontecimentos! Acredito que é mais seguro e sensato investir em educação, para que as pessoas aprendam a usar medicamentos de forma correta e para benefício próprio, do que simplesmente dificultar o acesso a estes remédios! E tem mais, a legislação citada aqui já abre caminho para a discussão dos antibióticos, se eles devem ou não ser vendidos sem receita médica. O que é outro absurdo, considerando a precariedade do nosso atendimento médico no sistema de saúde público. Se o cidadão não consegue marcar uma consulta com rapidez, a exigência de receita médica para a compra de antibiótico pode condená-lo ao não-tratamento, ao passo que: se ele ao menos consegue comprar a medicação, pode tentar um tratamento (mesmo que este seja feito através da auto-medicação).

E se considerarmos que as pessoas ainda estão sujeitas a toparem com esta classe de "médicos" (do esquema sujo com as farmácias), vemos que a receita médica (neste caso) perde todo seu valor, pois foi dada apenas visando o lucro do "profissional" que fez o atendimento! Portanto (considerando especificamente estes casos de esquema) chegamos à conclusão de que o cidadão está mesmo condenado à morte, ou por falta de remédio (se não tem receita) ou pelo tratamento errado (se tiver uma receita dada por um "médico" pilantra). Nesta onda, entra em vigor o novo código de ética médica. Que estabelece medidas óbvias (especialmente considerando a prática de plantões nos hospitais e unidades de saúde). O código é só mais uma legislação condenada a não sair do papel (não por falta de valor, mas por falta de recursos).

PS: Considero médico o profissional que coloca a ética e a humanidade antes dos interesses financeiros, atendendo com dedicação e seriedade. Por isto usei estas palavras entre aspas (no texto) para retratar um bando de criminosos!

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