Poças na Calçada

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Quando criança, pisava em poças pela rua. Nas que via a água mais limpa e transparente, pisava bem de leve no cantinho. A pisada formava uma onde sem fim. Quantas ondas sem fim eu guardei... quantas pisadas alegres em dias de chuva. Tão alegre era minha pisada, as poças fizeram parte da minha infância. Por onde eu andava, lá havia uma poça, tão cheia de vida, esperando para ser tremida na leve onda com a pontinha do tênis. Minhas ondas perdidas. De vez em quando, havia uma fina terra no fundo da poça e, na trepidação, ela se misturava à água, formando uma água turva cheia de desenhos, como fumaça no ar. A água tão perfeita, algumas folhas mortas na superfície... Eu pisava, e era uma dança das pequenas folhinhas secas e amareladas sobre as ondas naquela água magnífica. Em dias de vento as ondas se formavam naturalmente, mas suas formas eram estranhas. Não eram redondas, não chegavam ao fim, apenas espirravam naquele microlitoral.

Hoje não piso em poças. Existe a calma de andar sempre procurando o seco e sem querer sujar o calçado. Às vezes passa um caminhão pela rua, e as poças na calçada tremem sem nexo. Olho as ondas e suspiro triste.

-um e dois;

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O fim; Bem antes de que podia prever, tão sério e desajeitado. O fim chegou. Mas prefiro lhe falar sobre o início, prefiro dizer que o início foi tão cheio de um forte sentimento de felicidade; uma leveza incontida. Indefinida. Prefiro dizer que foi de propósito, mas talvez tenha sido acidental. Talvez tenhamos na precipitação a felicidade, de tudo o que vimos e sentimos; o óbvio pareceu tão novo e incerto, resolvemos arriscar. Inconscientemente fizemos as piores escolhas nas melhores ocasiões. Somos opostos, já sabia. Mas acreditei que isto completaria meus pequenos vazios, e o grande absurdo é: que nunca me completei. Reconheço que minhas expectativas são nulas; uma sensação de dormência toma conta. Chegamos ao fim, e nada sinto. Quanto tempo temos até tudo voltar ao normal? Sinto um vento gelado que acalma, mas já estou tão calmo que nem vale a pena dizer o quanto estou triste - apesar de calmo. Estou alegre, apesar do desapontamento. Vivo de dentro pra fora, do passado para o presente e do que se foi para o que virá. Sou todo desespero e rebeldia, silenciosa rebeldia. Vamos ser nós mesmos? Vamos deixar aquela velha mancha aparecer entre os quadros novos, figuras de flores, a parede fria e a janela molhada. A chuva vem nos piores momentos, acompanhada de uma profunda reflexão do que normalmente escondemos por entre as cortinas. Sou todo reflexão, embora a dormência dos pensamentos torne as lembranças curtas e macias. Sou desajustado nas cores, prefiro sempre o monocromático, prefiro os contrastes que dizem muito mais do que os coloridos. Os coloridos são previsíveis e hipócritas, os contrastes são tão sinceros naquilo que devem ser. Somo os dois um só contraste, de lâminas e socos dados ao acaso. Somos uma foto antiga, retrato conhecido, do que começa bem e termina lentamente.

Somos dor.
Somos calma.
Somos lágrima e riso. E chegamos ao fim;

O Sujo e o Mal Lavado

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Nelsinho Piquet confirmou, esta semana, que bateu propositalmente no GP de Cingapura, no ano passado, com o intuito de provocar a entrada do carro de segurança na pista e, com isto, dar a vitória a Fernando Alonso. Bom, eu não sou fanática por fórmula 1, confesso, mas devo dizer que Ayrton Senna é um ícone para qualquer brasileiro, fã das corridas ou não. Então, este caso me chamou a atenção, pois mais uma vez vemos um brasileiro servindo de testa de ferro para uma equipe levar vantagens. Um outro acontecimento parecido foi a palhaçada do Rubens Barrichello em 2002 no GP da Áustria, quando ele deixou o Schumacher passar e vencer a corrida por uma ordem da equipe. Por estas e outras eu acho a F1 um "esporte" feito de oportunismo e negociatas... Não vejo muito heroísmo na competição desde a referida lenda citada: Senna!

Além de toda a briga, que agora é inevitável, entre a equipe e a família Piquet, o que me chamou a atenção foi uma declaração do Rubens Barrichello dizendo o seguinte:
Mas, se pensar bem, se alguém tiver a capacidade de fazer isso (sobre Nelsinho forçar a batida), não merece estar no esporte.
Como é que é? É isto mesmo??? Ele condena a atitude do colega, sendo que ele nos fez passar a maior vergonha em 2002, quando ainda estava na Ferrari. Será que eu li direito? Rubens Barrichello tem a coragem de levantar um questionamento ético, ainda que há alguns anos tenha tido total falta de ética ao deixar um companheiro de equipe passar seu carro por ordens de terceiros... É isso mesmo! É o sujo falando do mal lavando, e, como se não bastasse, a imprensa ainda dá todo o crédito pra um piloto desses. Senna deve estar mesmo se revirando no túmulo... O último dos verdadeiros competidores, o último bravo, o último ético, o último corredor, nossa última lenda digna de admiração!

É revoltante como pessoas de tão alto padrão de vida (pois quem entra na F1 tem muuuuuito dinheiro) se sujem desta forma. Gente que tem acesso à educação, instrução formal esquece da simples ética! Esquece do verdadeiro espírito esportivo... Revoltante. E ainda esperam que ensinemos nossas crianças as vantagens da honestidade, quando atos vergonhosos (como estes citados) apontam para o outro lado!

Nota zero para Piquet e Barrichello! Um por errar, e, o outro, por errar e falar de quem errou!
Vocês são uma vergonha para o Brasil!

Enjoy

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3:12 a.m. Sábado; 15 de julho de 1991.
Ele ajeita a camisa em frente ao espelho. É difícil enxergar com toda aquela fumaça. O espelho atrás do bar é tão pequeno. Aquele momento é tão importante. Pensou em tudo durante toda a semana. Tudo tão certo que não podia dar certo. Ela no outro extremo subindo as escadas de um mezanino muito escuro, com uma camiseta esquisita, a luz negra só faz aparecer um pedaço claro da estampa que diz let's do all. Seria um sinal? Ele olha fixamente para aquele do e já se anima com a idéia de let's do. Ela sorri, balança levemente com a música. Ele começa a caminhar lentamente, o lugar está tão cheio que é impossível chegar lá mais rápido. Ela olha pra baixo e sorri mais ainda. Ele ouve atentamente cada palavra daquela música que enche cada minúscula parte de seu cérebro... words are very unnecessary... ele acha mesmo que words are very unnecessary pra o momento prestes a chegar. Continua caminhando... Subindo as escadas, esbarra em uma moça segurando um copo com uma bebida azul, de um azul tão lindo que brilha... e reflete na fivela do cinto (aquele que fecha perfeitamente). E, finalmente, ele está ali. Tão cheio de words are meaningless, and forgettable em sua mente... E, por um instante, ela apenas o admira... Instante que logo termina quando finalmente o acontecimento acontece! Words are very unnecessary mesmo, ele sente o perfeito momento que termina em 16 segundos quando a música acaba, enjoy the silence é a última frase, sem melodia, que acompanha os sorrisos animados de quem sabe que tudo apenas começa. Na manhã seguinte, ele, intrigado com umas manchas na camiseta, levanta da cama e vai até a cômoda. Sorri quando encontra Let's Adopt Tall Giraffes. Mas, lembra que words are very unnecessary mesmo.

Monólogo do Herói Trágico

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Ato III – Cena V
Agarro-me às minhas lembranças. O vento sopra gelado, leva um dos meus retratos. Vou perdendo as mais importantes memórias que possuo. Vão embora como pássaros. Uma fotografia sorri; em seu sorriso, uma mancha; a mancha, de mofo; meu sorriso mofado, tão lindo. Dos meus tempos mofados, quando tudo era fácil, e todos eram felizes. Os retratos voam depressa, venta muito, choro tanto que nem enxergo cada rosto. Minhas pequenas alegrias de mofo, agora, voam. Manchadas de tempo; manchado de dor, eu. Sei de todos os momentos, das cores e dos sabores que aqueles mofos insistem em apagar. E que, agora, junto com o vento, insistem em desafiar meus dedos, que não seguram todas as lembranças. E são muitas memórias. Eu, não tendo dedos o bastante para segurá-las, chego a conclusão de que vivi alegrias demais, registrei-as demais, e quanto mais as tinha, mais as queria. Ao perdê-las, noto que meus dedos se afrouxam, e sobram espaços para eu ser feliz. Mas eu não mais o sou...
Feliz.

Carli Filho

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Ex-deputado envolvido em acidente com duas mortes inicia recuperação

Do G1, em São Paulo, com informações do Portal RPC*

O ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho falou com a imprensa pela primeira vez desde que se envolveu em um acidente que causou a morte de dois jovens, de 26 e 20 anos, há exatos dois meses. Ele contou que tem usado o tempo de recuperação dos traumas do acidente para refletir sobre qual deve ser a sua missão no mundo e por quais motivos Deus permitiu que continuasse vivo.

Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, Carli disse que, após 60 dias do acidente, tenta estabelecer uma rotina tranquila, na casa dos pais, em Guarapuava (PR). “Preciso entender o que aconteceu e qual é a minha missão no mundo. Foi uma bênção. Não foi à toa que fiquei aqui (vivo).”

Ele está com a carteira de motorista cassada. Carli tem frequentado uma academia e caminha em parques. “Não é verdade que estou correndo no parque. Quem dera eu pudesse correr. Tenho apenas feito os exercícios que o médico mandou para me restabelecer. E na academia, não estou malhando”, afirmou.

Carli Filho está falando pausadamente e também anda devagar. As cicatrizes são bem aparentes. Vão da orelha esquerda até a têmpora direita. Há outra na testa e uma entre os
olhos, além da marca da traqueostomia no pescoço. “Foi uma bênção. Não foi à toa
que fiquei aqui”, disse Carli Filho.

Ele afirmou que está se recuperando bem, mas lentamente. Não ficou com sequelas, mas precisa de acompanhamento físico e neurológico. “Tive trombose por causa de problemas na (veia) jugular e estou em tratamento por causa disso”. Ele contou ainda que ficou com traumas neurológicos. “São concussões – pequenas fissuras no cérebro por causa do impacto. Ainda não dá para saber como ficou, mas não estou normal.”

O ex-deputado disse que quer falar com a família dos jovens mortos. “Mas não sei quando e como. Não sei a reação e se querem falar comigo.”

Ele questiona qual seria sua missão... Eu questiono onde estavam os pais que educaram uma criatura para sair por aí dirigindo bêbada e matando pessoas. Eu questiono essa falta de ética na educação de casa! Ética é algo que se ensina na formação. Falar de ética na faculdade é perda de tempo, quando essa tal ética não está estampada no caráter das pessoas. Ética é assunto de criança sim! Ética é aquela coisa que nos faz ponderar sobre o que é bom para nós mesmos e para os outros. Ética é caráter, vem do grego ethos, que significa modo de ser. E o modo de ser desse rapaz nos revolta. É inacreditável que, ainda nos dias de hoje, as pessoas cometam erros tão graves na educação dos filhos.

Ah! Vocês acham que não é culpa dos pais, é culpa dele mesmo, pelo tal do livre arbítrio... Não! A educação é fundamenteal nessas horas críticas. A educação e a ética são as coisas mais importantes na vida de um ser humano. E na vida deste, Carli Filho, faltaram as duas coisas! Talvez sobrou dinheiro, bens materiais, instrução formal... Mas faltou ética! E ética nada tem a ver com instrução formal, nada tem a ver com posses. Ética se ensina em casa, e é totalmente gratuita.

Ética é colocar na mente das nossas crianças que elas não podem arriscar a própria vida ou vidas alheias em algo tão estúpido quanto beber e dirigir. Ética é colocar na rotina de tantos alunos que se eles são violentos e marginais quando tem 12 anos, possivelmente o serão aos 42. Ensinar ética é ensinar que não importando a idade de alguém, esta pessoa deve fazer escolhas benéficas para si e para os outros. E isto é tão simples! É tão fácil educar para o bem e para a ética, pois esta educação volta. É tão fácil ensinar bons valores, pois eles retornam, eles nunca terminam. As boas ações se encontram!

Mas agora é tarde para o ex-deputado. Agora é tarde, pois além de ter feito a escolha errada na noite em que matou dois jovens, ele fez mais escolhas erradas após o acontecimento. Escolhas estas que foram se acumulando, tornando impossível ler esta notícia e não se revoltar contra ele. É impossível ler esta notícia e não sentir indignação contra o crime mais imbecil dos últimos tempos. É impossível ler a notícia e não ver hipocrisia e dissumulação no discurso dele. Então, ele questiona a própria missão aqui, o motivo de ele estar vivo, eu respondo! Ele continua vivo, pois apesar de seu julgamento não ter funcionado, a justiça divina ainda funciona, e ele viverá para pagar por sua falta de ética!

4º Encontro Gaúcho de Patchwork e Bonecos

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Tenho a satisfação de contar pra vocês que este ano também vou trabalhar no Encontro. Será meu terceiro ano trabalhando neste evento que é pioneiro na capital gaúcha. Isso mesmo, ele é o primeiro evento do gênero em Porto Alegre! Foi criado em 2006 pela Jornalista (e arteira) Andréia Hermeling e, desde então, tem sido um tremendo sucesso. Durante três dias, milhares de pessoas visitam os estandes dos lojistas e os ateliers. As lojas oferecem peças prontas muito lindas, além do material pra quem também gosta de criar. Bonecos, bolsas, moldes, enfeites, coisinhas bonitas... São tantas coisas legais que nem sabemos por onde começar. Também são oferecidas oficinas sobre patchwork, quilt e pintura. Bom, depois deste breve resuminho, só me resta convidá-los para o 4º Encontro Gaúcho de Patchwork e Bonecos, que acontecerá na AMRIGS, entre 30 de julho a 1º de agosto, das 9 às 18h.


Mais informações sobre as oficinas, inscrições, lojistas e opções de transporte no site:

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Prezados Jornalistas

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Tiração de sarro total foi o protesto realizado aqui em Porto Alegre esta semana, dia 24/06. Jornalista precisa de diploma? Eu acho que não. A julgar pela qualidade dos já diplomados atuantes na área, digo que a graduação, neste campo escpecífico, parece não fazer diferença alguma no nível dos profissionais. E temos tantos exemplos por comentar.
Então aqui vai a lista dos jornalistas que mostram que diploma não faz um bom profissional:

1. Sabrina Sato
Sim, aquela japonesa ex-BBB, ex-dançarina do Faustão, ex-garota do tempo de "noticioso" de interior é mais uma prova de que diploma não garante qualidade. Cursou Jornalismo!


2. Pedro Bial
O BBB oficial, cheio de anedotas especiais em dia de paredão. Ele quase convence fazendo o estilo intelectual, com várias coisas profundar a dizer para os participantes eliminados... Mas no fundo aquilo tudo é uma puta palhaçada, então perde toda a credibilidade. Cursou Jornalismo!


3. Fernando Vanucci
Bebaço, pé-de-cana! Preciso dizer mais? Aí vai o vídeo só pra comprovar. Cursou Jornalismo!


4. José Luiz Datena
Sem comentários... Cursou Jornalismo!


5. David Coimbra
Um merda! Cursou Jornalismo!


E ainda tem muito outros, mas não quero enojar o leitor com tamanha sacanagem.
Contra fatos, não há argumentos! Jornalista é, com ou sem diploma, alguém que não tem titica na cabeça!

Liberalismo X Crise

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Considerando que a essência do Liberalismo seria a não-intervenção do Estado nas atividades econômicas, podemos entender, observando os acontecimentos da crise econômica atual, que este pensamento não guiou a economia de forma correta. As mesmas empresas que apoiaram o crescimento deste sistema estão sucumbindo à “competição” defendida por ele. Assim, o que antes representaria a desvinculação dos sistemas econômicos e de governo de assuntos religiosos e direito divino dos reis, passou a ser a total falta de controle do Estado sobre a economia.
A livre concorrência se tornou ineficiente à medida que os serviços tiveram uma baixa na qualidade, por não serem regulados pelo Estado. A sociedade passou a ficar a mercê desta concorrência desenfreada e passou a não ter a garantia de que a liberdade de comércio traria benefícios às transações comerciais. As empresas sofrem o terror da falência, e os mercados se tornam mais hostis à medida que avançamos persistindo neste sistema. A crise atual representa não só uma fase ruim para a economia, mas sim a necessidade de mudanças deste modelo.
É visível que este sistema não é proveitoso para a sociedade como um todo. Concordo com a necessidade de mudanças, pois acredito que as pessoas comuns, que não lucram a partir da competição e especulação econômicas, são as que mais perdem com isto. Os serviços tiveram sua qualidade diminuída desde que passaram a ser administrados por empresas privadas e passaram a não obedecer ao controle do Estado. Hoje o homem comum sofre com altas tarifas por serviços que antes eram, em alguns casos, gratuitos. Podemos observar vários exemplos muito próximos a nossa realidade como, por exemplo: as estradas, que passaram a ter pedágios de concessionárias que devem administrá-las e mantê-las, mas não o fazem com qualidade; os serviços de telecomunicações, que passaram a ser oferecidos às pessoas por empresas privadas que diminuíram a qualidade dos mesmos e aumentaram a tarifação sobre eles; e os serviços de saúde, pois atualmente as pessoas se vêem reféns dos planos privados que cobram valores abusivos por serviços que são oferecidos gratuitamente pelo Estado, mas, em alguns casos, com certa demora no atendimento.
Por todos esses motivos citados, creio que o Liberalismo em sua essência representava uma idéia grandiosa, em que os homens poderiam crescer economicamente e os serviços teriam maior qualidade e valores mais baixos, pois o interesse das empresas seria o de conquistar e manter clientes. Mas esta idéia se deturpou, pois as empresas se uniram para fazer o mesmo jogo de muita propaganda e pouca qualidade, com isto o consumidor não tem o que escolher, todas as empresas oferecem serviços ruins a preços altos. Algumas agências reguladoras do governo não têm alternativas contra esta prática, pois não podem intervir na qualidade dos serviços oferecidos, ou nos preços. Outro exemplo disto é o fim da CPMF, aqui no Brasil. Esta ação serviria para as empresas oferecerem produtos com preços reduzidos aos consumidores, mas virou apenas uma forma de aumentarem a margem de lucro sobre os produtos, pois o preço final ao consumidor não sofreu reduções.
Já, considerando o país que é símbolo do Capitalismo e do Liberalismo, os Estados Unidos, podemos observar que a idéia Liberal não é praticada no todo. Os bancos americanos sempre se orgulharam da não-interferência do Estado em seus serviços, sempre fizeram questão de limitar os poderes do governo com relação ao seu funcionamento, mas, agora que a crise agrava a situação financeira destas instituições, elas desejam que o Estado coloque dinheiro público para remediar a crise. Ou seja, quando se trata de salvar e recuperar instituições financeiras da crise, aí são a favor da intervenção do Estado, mas quando se trata de regulamentar os serviços, então o Estado não deve interferir. Acredito que estas práticas demonstram o quão frágil é o sistema econômico Liberal, pois ele não é praticado em sua essência, apenas parcialmente, no que condiz com os interesses econômicos de poucos.

Lembra

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Olha a dor. A dor por todo o lado que olho.
Olho as coisas partidas e penso em como poderia ter sido.
Alguns cortes jamais cicatrizam.
Por quê?

Minha dor nunca morre. Eu nunca morro.
Tudo ao meu redor morre. Tudo dói.
E eu aqui. Tentando fingir que nada me afeta.
Eu tentando ser forte sou mais fraco do que eu admitindo ser extremamente fraco.
Eu sei que tantas coisas morreram. Será que isso tem fim?
Vamos morrer também?

Às vezes olho em direção ao sol, fecho os olhos e espero que tudo volte a ser como era.
E não volta.
E eu não volto a acreditar.
E nós estamos assim outra vez, nós tão tristes. Tudo tão morto.

Lembro que não dizemos nada.
Lembro que não conversamos mais.
Lembro que não sentimos mais.
Lembro que sentir não é bom, sentir dói. Viver dói.
Estamos mais anestesiados do que nunca.
A pele fria. Nada vai me machucar.
Não falo nada que é pra não doer.
Nós fingimos que assim está tudo indo tão bem.
Fingimos que nunca foi bem melhor.

E eu tentando fingir que sou feliz. Só um pouco feliz.

E.vo.lu.ção

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Certa vez, em uma aula de português no ensino médio, me deparei com uma questão:

Primordialmente, a língua portuguesa:

a) Comunica

b) Evolui

c) Registra

d) Sinceramente não lembro qual era a opção d.


Caindo no óbvio, minha resposta foi a opção A. Eu acreditava, e ainda acredito, que a língua sempre irá comunicar em primeiro lugar. Mas, me deparando com a correção, a resposta dada pela professora foi a opção B. Ou seja, a língua, antes de tudo, evolui sempre. Oras, mas como assim? A comunicação sempre foi e sempre será a chave de todo e qualquer sistema lingüístico. Todas as línguas comunicam. Então, não convencida da coerência daquela resposta, eu questionei a professora sobre o assunto. Disse a ela que as línguas muitas vezes involuem, muitas vezes perdem características e funcionalidades e sofrem involução, portanto era óbvio que evolução não poderia ser.

Foi aí que ela me deu uma explicação tão boa que passei a aplicar nos mais diversos conceitos. Ela disse que mesmo as involuções seriam evoluções, pois toda mudança já é uma evolução. Considerando que a maioria das mudanças na língua ocorre por consagração dos próprios falantes, estas mudanças viriam acompanhadas da necessidade de ajustar o sistema lingüístico aos diferentes propósitos dos falantes, logo, todas essas mudanças seriam evoluções, mesmo quando causam conflitos e perdas de características iniciais. Isto ocorre, justamente, pelo sistema lingüístico ser um sistema vivo e em constante aprimoramento.

Nossa! Esta resposta me atingiu de tal forma que parecia que um pedaço do meu cérebro, que nunca havia sido usado antes, estava se abrindo para novos pensamentos e perspectivas. Foi algo que me marcou demais, e foi uma das razões que me levaram ao curso de Letras.

E se nós pararmos pra pensar, toda involução é mesmo uma evolução. Não importa o que acontece, toda a mudança é uma evolução. Mesmo a perda de alguma característica inicial já indica evolução pois, talvez, esta característica fosse desnecessária. Perdemos o M extra em comandar (que há algumas décadas era commandar) pois este M extra não tem função, ele não é necessário ao falante do português. E assim temos inúmeros exemplos na nossa língua.

Claro que eu devo dizer o quanto discordo do Acordo Ortográfico iniciado este ano. Mas, tenho que admitir que, talvez, ele também represente uma evolução da língua, visto que seu propósito e unificar o português de todos os países que o tem como língua oficial. E esta mudança já é uma evolução, só que desta vez ela foi imposta, não ocorreu por consagração dos falantes.

Continuamos, então, evoluindo. Seja pra melhor, seja pra pior.

Dá um tempo...

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Realmente não é meu costume postar textos falando de celebridades com tanta freqüência. Mas, frente a tantas notícias absurdas com sub-celebridades idiotas, tenho de prostestar!

  1. Não agüento mais esse Jesus apaga a Luz, o cara é um ridículo e só ganhou fama porque pegou a Madonna!

  2. A Cláudia cheia de Leitte devia aproveitar o benefício da licença maternidade e ficar em casa. Carnaval é prejudicial! Morro de pena dessas mocréias que são "obrigadas" a ficar longe dos filhos por "trabalho".

  3. Angelina 87685367542 filhos Jolie, a mulher roubou o marido da Aniston. Tem mais é que padecer com 56825648290y6439056 filhos e um marido que dá em cima da babá.

  4. Luana todo mundo já pegou Piovani me irrita. A vítima de tudo e de todos...

Efeito Psicológico

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Eu leio os rótulos do shampoo e do condicionador, pois quando leio toda aquela explicação de como o produto age no meu cabelo, ele tem mais efetivo.

Mas fora isso, sou bem sã...

Tabaco tá brabo...

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Fumantes de São Paulo já tem os dias contados. Hoje a assembleia legislativa vota lei que proibe fumo em locais coletivos, privados ou públicos. Totalmente apoiado. Aqui em Porto Alegre já existe uma lei que proibe o fumo em locais de uso coletivo e fechados. Mas essa lei não é cumprida efetivamente em alguns locais. Já está na hora de dar um basta ao desrespeito que os fumantes tem com as outras pessoas não-suicidas. Chegamos ao século XXI ainda carregando este hábito tão nojento! O fumo faz mal não só para o próprio fumante, quanto para quem é obrigado a compartilhar do ar viciado com fumaça de cigarro. O fumante passivo, pessoa que respira a fumaça involuntariamente, também tem chances de desenvolver câncer apenas pelo contato com esta fumaça maldita durante certo tempo.

Eu particularmente odeio fumo e fumantes, aqueles extremamente mal-educados, que não ligam a mínima pra sinais de "É proibido fumar!". Acho o fim da picada ser obrigada a cheirar o suicídio alheio. Sim! Pois todo o fumante é suicida, sabe que cigarro faz mal e mesmo assim continua fumando. Mas algumas pessoas já colocaram o tabaco na briga com outros "vícios". Eles tentaram igualar fumantes e viciados em álcool, ou viciados em comida, ou viciados em compras... A questão é bem simples, na minha opinião: se o seu vício traz dano e perturbação a outras pessoas, então ele deve ser combatido como um crime. Ou seja, se você bebe todas em casa e não faz nada pra ninguém, você é apenas um doente precisando de tratamento. Já se você bebe todas e bate na mulher, ou sai por aí atropelando gente, bom, neste caso você precisa é de cadeia! A mesma coisa é com o cigarro. Se você quer fumar na sua casa, ou em um parque (totalmente ao ar livre), está ótimo pra mim. Mas não venha infestar cafeterias e praças de alimentação onde eu estou, não venha me obrigar a respirar sua fumaça nojenta enquanto como, tomo café, trabalho ou me divirto! Nestes últimos casos, eu quero é que você se ferre e passe o constragimento de ter alguém vindo até sua mesa pendindo pra você apagar a p*rra do cigarro. Eu quero é que você pague uma multa enorme por estar emporcalhando o ambiente em que eu estou! (Sim! Este assunto me provoca raiva!)

Simples assim! Espero mesmo que a lei seja aprovada em São Paulo. E que, talvez, aqui em Porto Alegre nós também adotemos as medidas de multa e punição severa. E só pra lembrar: Câncer cura hábito de fumar!

Saint Anger

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Bem às 6 e alguma coisa tem sempre uma pessoa que chega de carro e para em frente à porta da garagem esperando alguém abrir. Esta criatura buzina, e buzina, e buzina, e buzina, e buziiiiina... Umas 27 vezes até que a outra criatura (muito atenta e solícita) abre a p*rra da porta.
Às vezes o centro me cansa... Mas muito raramente!

Ser bom ou não ser...

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Outro dia, andando pela Andradas com minha tia Nane, me deparei com uma cena um tanto triste: um homem (catador de lixo) e seu filho (um menininho sujinho e de uns 3 anos de idade). Os dois ali, entre uns sacos de lixo rasgados e a carroça cheia de papelão e outros materiais. (Mas calmem, isto não é tudo...) Minha tia me chama a atenção e comenta "dá um pesar de ver isto, né...". E, para total surpresa de vocês, eu demorei pra concordar. Pois é, demorei uns cinco segundos (tempo demais para uma pessoa com coração bom) para responder e dizer apenas "é mesmo uma coisa triste.".

E, desta forma meio indiferente, eu defini a situação como sendo "triste"! Mas que saco! Começo a me achar uma pessoa ruim... e na hora me achei uma pessoa horrível por não ter o mesmo sentimento que a minha tia. Na hora me senti fútil e superficial por não me revoltar com aquele acontecimento. Foi aí que soltei uma justificativa: "sabe que a gente começa a ver isso com tanta frequência que começa a se acostumar.". Bom, aí eu já havia me sentenciado! A fria, sem coração e completamente indiferente ao sofrimento de uma criança catando lixo. Sem contar que minha auto-revolta ficou pior quando lembrei que enquanto ele estava lá no meio da rua, eu tomei um café lindíssimo e delicioso.


Mas o que é isso? Eu mesma não me reconheço. Eu mesma não sei o que há comigo. Eu mesma não entendo quando foi que eu fiquei tão insensível... E o pior é que depois disto eu não disse mais nada. Não havia nada a dizer. Não havia nada a sentir... Nada além de um desgosto próprio.


Logo eu que me abato ao ver um cachorro sendo maltratado na rua, logo eu que tenho ataques de tristeza vendo focas bebês sendo brutalmente mortas por interesses comerciais do mercado de peles, logo eu que choro ao ver cenas do tráfico de animais que tortura e mata aves e outras espécies em busca de dinheiro fácil. Logo eu! Como é possível ter tanta simpatia e apego para com animais e nem tanto apego para com uma criança? Como é possível aceitar uma coisa tão cruel quanto a outra?


Vergonha de mim mesma.

Painkiller

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Fatos e pensamentos da 'regra':
  1. O segundo dia sempre é o pior!
  2. A quantidade de remédios que tomo pra controlar a dor é tão grande que eu acredito já ter sido alvo das investigações sobre narcotráfico. (e eu disse controlar, e não acabar com...)
  3. A cólica é tão forte que a idéia de ser atropelada por um trem fica quase 'atraente'.
  4. Se fico sentada por mais de cinco minutos, shuaaaaaa, quando levanto é um tsunami.
  5. Odeio as mulheres que não tem cólica.
  6. Absorvente mini só funciona pra quem não menstrua.
  7. Usar calça branca neste dias é um sonho de comercial que jamais funcionará na vida real!
  8. Ao final dos 4 dias eu me sinto Rocky Balboa quando termina a luta contra Apollo Creed: fraca, dolorida, estressada, suada, acabada, perdedora, lesionada!
  9. Cataflam, salompas, emplastro sabiá... Vai tudo nas costas pra tentar diminuir o desconforto.
  10. Se isso já é assim, imagina o que deve ser dar à luz!!! (Medo!)
  11. Acho que já experimentei todos os tratamentos preventivos da cólica: Ponstan, Atroveran, Dorflex, Miosan, Buscopan, Feldene... E ainda sinto dor!
  12. Não tenho TPM, apenas tenho cólica!
  13. Os homens não sabem o que é dor.


A Lei da Igreja

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Depois da leitura do blog do amigo Silvano (mais precisamente o post 418), resolvi pesquisar sobre o caso da menina de 9 anos que chocou a todos. E, para um caso tão monstruoso, consegui encontrar um retrato bastante cômico. Talvez seja uma tentativa de remediar nossa vergonha e revolta perante a visão conservadora da Igraja Católica. Então, sem querer diminuir a gravidade do problema, apenas querendo ver as coisas por um lado muito irônico/sarcástico, a charge traduz meu pensamento.

aceitação;

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Devo dizer que não te suporto. Assim como tu não me suportas... Maldito lado insano meu... Malditas coisas primitivas. Tanta emoção é, no fundo, sinal de desemoção. Desafeto de outro que não eu. Já te disse que não gosto mesmo de ti. Embora não sejas de todo o mal, não te quero nem no mais puro e valioso ouro. Esqueço que enterraste minha tranquilidade e esqueces que roubei a tua. Ficamos bem amigos e aproveitamos o melhor de nosa inimizade. Que tal?

Queres assim? Queres de que jeito? Mas o jeito não importa. Já passou a hora de me importar com o teu jeito! Hoje eu quero do meu jeito! Eu quero como eu quero, de nenhuma outra forma. Porque eu não ligo a mínima para o que tu queres. Eu cansei de ti, cansei das tuas coisinhas, cansei dos teu escândalos, cansei das tuas ordens, cansei das tuas regras, reclamações e regalias. Hoje eu sou mais puro pois enfreitei o pior que poderia enfrentar, te conheci!

Mas não me leve a mal. Eu adoro teus frutos, venero teu poder implacável. Talvez a inveja me faça odiá-lo. Tempo, tempo, tempo... Tu és meu mais alegre desgosto, meu mais ajustado desalinho.

As Mais Tristes

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Do melancólico à dor de cotovelo. Aqui vai uma lista de músicas muito boas, mas com letras sofridas. Bom Carnaval!

Dire Straits - Brothers in Arms


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Pearl Jam - Last Kiss


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Sinead O'Connor - Nothing Compares to You


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The Manhattans - Kiss And Say Goodbye


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Heart - Alone


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Luis Miguel - La Barca


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Elvis - In The Ghetto


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Bee Gees - Don't Forget to Remember


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Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas


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Gianluca Grignani- La Mia Storia Tra Le Dita


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The Platters - Smoke Gets in Your Eyes


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Legião Urbana - Ainda é Cedo


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The Beatles - Hey Jude


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