quinta-feira, 25 de outubro de 2012

moroso

Maduro estou. No vazio imenso dos dias tardios que me tomam as roupas, os amores e o que antes era tão familiar. Desisto da marcha, não tenho pressa de chegar. As horas correm anestesiadas, dormente expressão facial, nem dor, nem alegria. Sou tão óbvio, que em minha obviedade releio os pensamentos antigos, com novos pesares. Não vejo os amigos, todos se foram quando eu me fui. Resto eu, restam minhas lembranças, suave brisa desfaz minhas memórias. Sou o que restou daquilo que planejei, subtraído de todos os momentos que perdi. Tudo cala. Nunca soube ser feliz, apenas soube ser eu.

domingo, 11 de dezembro de 2011

e a copa?



Amigos gaúchos,
Tantas pessoas fazendo piada e aposta sobre qual estádio sediará a copa em Porto Alegre. Eu, sinceramente, não me preocupo nem um pouco com isso. Se não for o Beira-Rio será a Arena, não importa qual dos dois, sei que algum deles estará em pleno funcionamento em 2014!
O que me preocupa mesmo é a precariedade nos serviços mais básicos da nossa cidade, como a manutenção e limpeza de uma simples calçadinha. Moro no centro da cidade e digo com toda minha indignação: NÃO AGUENTO MAIS TANTA PODRIDÃO NAS CALÇADAS DO CENTRO! E a prefeitura simplesmente finge que não vê.
Implantaram uma coleta de lixo automatizada. O prefeito se vangloria de que os containers são limpos rigorosamente... Excelente, se não fosse pelo fato de que o lixo acumulado ao redor do container produz uma coisa chamada chorume, que fede e emporcalha toda volta da calçada perto do container!!! Está ali, ninguém limpa, todo mundo vê!

Os moradores de rua são um caso social, mas com conseqüências além do social, quando utilizam as calçadas como banheiro. Os dejetos dessas pessoas ficam dias pelos cantos sem que qualquer órgão competente faça a devida remoção do material e limpeza do local.
Pelas ruas onde há vida noturna, o amanhecer é um pesadelo de urina nas paredes e calçadas. O mau-cheiro é tão forte que força o pedestre a passar o mais rápido possível por ali, apenas pra não ter que respirar aquele ar fétido que sobe em vias como a Marechal Floriano Peixoto, a Salgado Filho, a Vigário José Inácio, a Dr. Flores, a Riachuelo, a Rua da Praia e a Andrade Neves.
Então, sugiro, humildemente, que paremos de nos preocupar com estádios (pois este é um assunto que será resolvido) e nos preocupemos com aquilo que há de mais básico em uma cidade: CALÇADAS.
Eu curto, eu cuido, mas a prefeitura não cuida como deveria!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Critical Moment

Have you ever had that particular kind of friend that hurts you in stupid little ways? The kind of person that surprises you in a bad way... when you least expect it. The - Hello, it's mister 'I'm pathetic so I try to humiliate others to feel better about myself'.- kind of friend.

No?

I have a few of them. And I wander why do I still care about them...

domingo, 13 de março de 2011

Bruna Surfistinha

Pois é, leitores. Assisti esse filme! Acreditem ou não, por uma curiosidade cinematográfica, resolvi dar uma chance pra essa história idiotinha e baixei o filme. (Sim, baixei pelo torrent, pois me nego a pagar ingresso pra ver a Deborah Secco fazendo papel quase autobiográfico de puta.)
Então, o filme começa mal, continua mal e termina pior ainda. De início a gente já percebe que o problema todo é o da guriazinha paty mimada idiotinha sem noção que acha que a família não dá bola pra ela, a vida dela é horrível e tudo é uma merda. Aí pra resolver toda a confusão de adolescente da cabeça dela, ela resolve virar puta cair na vida. Achando que assim ela não vai depender de ninguém.
O filme tem um tom bem deprimente (por que será?) e um tanto repulsivo. (Não, eu não sou carola. Mas a realidade de puta pobre é nojenta!!!) E aos poucos a história se desenvolve (daquele jeito ruim) e, pra resumir bem, ela começa a cheirar dia e noite e vai parar num puteiro cafofo do osama de periferia. E o final é bem babaquinha mesmo. E dá a entender que ela continua na vida, mas com uma meta para a posentadoria...
E eras isso... Quer dizer, eras isso e muuuuuuuitas cenas de sexo com caras molambentos em várias posições e com pessoas diferentes e blá blá blá. Coisas que todo filme de puta tem... O que posso dizer? Bem, pelo furor que o livro causou, imaginei que a história seria um pouco mais dramática, mas ela é só deprimente mesmo. Dá pra notar que ela fez as escolhas erradas, nas horas erradas... E esse conjunto de erros virou livro, virou filme.
Se o intuito for ver os peitos da Deborah Secco, assistam o filme.
Do contrário, assistam Besouro Verde que é muito melhor.

Mini-séries da BBC

Há muito tempo acompanho as produções da BBC. Documentários e adaptações que chegam aos canais fechados aqui no Brasil e, em raras ocasiões, à TV aberta. Mas este mês resolvi dar uma atenção especial às produções de mini-séries que contam as histórias clássicas da literatura inglesa.
Como profissional da área de Letras, com habilitação em língua inglesa, li muitos clássicos durante a faculdade, então também tinha a saudade de embarcar novamente naqueles mundos, personagens e cenários. 'Ah! Mas filmes nunca captam toda atmosfera do livro.' - você vai dizer. Concordo. Mas o que tenho a dizer pra vocês é que a BBC consegue adaptar com muita fidelidade, acertando nas escolhas de elenco, figurino e produção. Essas mini-séries são tão bem feitas que conseguem tornar visual a magia das famosas linhas de tantos autores consagrados. A riqueza de detalhes e a perfeição da produção são um encantamento pra qualquer leitor que já pintava, em seu imaginário, as cores das histórias.
Recomendo a vocês, leitores, três mini-séries baseadas em clássicos de duas autoras britânicas: Jane Austen e Charlotte Brontë. São elas: 'Orgulho e Preconceito' produzida em 1995 ('Pride and Prejudice'), 'Emma' produzida em 2009 e 'Jane Eyre' produzida em 2006.

domingo, 6 de março de 2011

Carnaval continua sendo uma bosta!

Há três anos, escrevi um post sobre o carnaval que me rende comentários até hoje. De lá pra cá, não mudei de opinião sobre a 'festa', continuo achando que é um grande engodo regado a sexo e álcool.
Mas nesta semana achei um vídeo de uma jornalista que critica duramente o comércio do carnaval. Achei o comentário dela tão sensacional, verdadeiro e corajoso que tenho que dividir isto com os leitores. Então segue o vídeo da Rachel Sheherazade comentando o carnaval do Brasil. Faço minhas as palavras dela. E que bom seria se mais jornalistas tivessem a coragem de criticar essa máfia do carnaval!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Dia M

Eu já fui uma dessas mulheres que odeiam o dia 8 de março. Sim, caros leitores, eu já fui contra esta data, da mesma forma que sou contra tantos outros dias de 'homenagem' em nosso calendário. Sempre acreditei que estes dias na verdade eram uma forma de esconder os outros 364 dias do ano em que aquele grupo de pessoas sofrem com o descaso e o preconceito da sociedade.
Mas, hoje, creio que vejo tudo com bons olhos. Hoje, percebo que estes dias comemorativos são, por princípio, uma oportunidade para a comunidade refletir sobre as dificuldades de algumas 'minorias' (às vezes nem tão minorias assim). Creio que o dia 8 de março seja, então, uma oportunidade para que reflitamos sobre o papel da mulher na sociedade moderna, e não apenas uma tentativa de compensação por desigualdades recorrentes. Além disso, também é no dia 8 de março que governos e instituições dos mais variados setores realizam a manutenção de políticas públicas e programas sociais voltados à mulher. Isto deve ser comemorado!
Mas quero aproveitar este espaço para trazer aos leitores do blog um assunto bem relevante, algo que assisti em um vídeo do comentário de Luiz Carlos Prates no SBT de Santa Catarina. (Geralmente eu não sou de gostar dos comentários desse cara, mas, desta vez, acho que ele disse absolutamente tudo o precisa ser dito sobre o mito que envolve a figura feminina e o casamento.) Creio que ele foi muito feliz ao analisar a forma como as famílias de hoje educam suas meninas, o enfoque absurdo que é dado para o casamento e o erro de muitos pais que criam suas filhas para serem, antes de tudo, esposas. Faço minhas as palavras dele.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

filling it, feeling it

Is there more to life than this? Is there any other possibility than my current reality? Am I just avoiding the unknown? What if there is more for me out there... Things I feel, but I don't know how to explain. What is the difference between what you have and what you could have? How do I know I've got everything I'm supposed to? Am I supposed to rest now? Maybe I should tell you all the things I hate about my life, maybe you could tell me they are quite normal for everybody. Maybe for just one second we can go back to the past and pretend we knew we had everything to be happy back then. Because I'm sure I had everything I should have for those moments... But, you see, those moments are gone. Now I've got a bunch of things I wanted, a bunch of things I don't need. I see the people I don't like. I miss the people I loved. I'm empty because I'm shallow... I used to be deep, but I lost all space fighting against myself... for all the things I have, things I surely don't need.
People I surely don't need.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Justiça para o cão queimado em Porto Alegre

Pessoal, abro um espaço no blog para tentar fazer justiça por um cachorrinho morto de forma cruel. Estas informações foram copiadas do blog Aumigos da Praça. Sintam-se livres para divulgar estas ações!!! Juntos podemos fazer justiça!!!


Gelcira Teles escreveu : Criei, na página da Petição Pública, o Abaixo-assinado “Justiça para o cão queimado em Porto Alegre”.

Peço que assinem o abaixo-assinado aqui:
e divulguem para seus contatos.

Fiquei muito comovida com este caso. No mesmo dia, fiz um pedido de providências ao Ministério Público. Não recebi retorno ainda, mas uma pessoa do Tribunal de Justiça recebeu o e-mail e se mostrou solidária e disposta a colaborar. Recebi mais de 20 mensagens de apoio, até de pessoas de SP e RJ. Meu e-mail foi replicado por muitas pessoas dessa rede do bem.

Temos que nos unir para combater a violência. Os animais precisam de nossa voz.

A jurisprudência tem se mostrado extremamente benéfica para a proteção dos animais, com punição de autores de vários casos de maus-tratos aos animais em todo o Brasil, com penas de prisão, multas altas e prestação de serviço em ONGs de proteção animal.

Temos que demonstrar que houve uma comoção pública na cidade, causando prejuízos de ordem psicológica à população local, como no caso da cadela Preta, de Pelotas, no qual um dos autores teve que pagar R$ 6.000 por dano moral.

Falei com uma protetora e estamos pensando em fazer uma manifestação no Brique da Redenção no domingo, 20/2.

Vou elaborar um abaixo-assinado impresso ou uma carta aberta para recolhermos assinaturas de apoio. Sei que dois grupos de defesa dos animais estarão lá e poderíamos marcar um encontro neste local, se permitirem.

Tentei falar e conseguir o email do delegado Volnei Fagundes Marcelo, que está respondendo pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema), mas não consegui. O telefone da delegacia é 3288.2124. Creio que devemos ligar para pressionar que ele investigue o caso. Na página: http://www.policiacivil.rs.gov.br/ também é possível denunciar.

Leiam a última notícia publicada na ZH: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a3211525.xml

Gelcira Teles
gelcira@portoweb.com.br

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O bom-mocismo fake irrita!

Estava eu, hoje, no supermercado, me encaminhando aos caixas. Eis que, chegando perto do tradicional 'brete' de comércio (aqueles separadores que dobram as filas em três ou quatro partes pra enganar o consumidor e fazer com que o sistema pareça organizado e eficiente), eu dou uma súbita involuntária olhadinha na capa da revista Veja. E tal foi a irritação com a capa que, chegando em casa, tive que procurar informações sobre a reportagem para sentir o conteúdo lixo da revista. Como vocês podem ver pela capa, existe aquele clima de gente fina, elegante e sincera e toda aquela coisa estúpida e falsa que a Veja costuma publicar. Na reportagem, a mesma coisa. E a imbecilidade extrema é a revista publicar tais coisas sobre esses 'pilantropos'.
O leitor já deve saber que eu realmente não gosto do Luciano Huck. É isso mesmo! Não suporto esse bom-mocismo fake, de quem leva pessoas a um palco pra serem humilhadas em provas ridículas na busca de um sonho (financeiro ou material). Não suporto cara milionário esculhambando gente pobre que vive mal por não ter condições de morar melhor. E é isso mesmo o que ele faz! Já vi o apresentador dizer, ao entregar uma casa pronta e reformada a uma família, que "antes do 'Lar Doce Lar' a casa era um lixo".
E vamos combinar, esse cara não era ninguém até colocar uma série de mulheres semi-nuas e gostosonas rebolando em seu 'programinha'. Com fantasias típicas de um desses inferninhos bem pulgueiros da Farrapos. Vamos combinar também, que ele não era ninguém até começar a namorar a Eliana (ainda quando estava na Band)... Vamos combinar mais ainda, que boa parte do 'sucesso' dele como apresentador se dá por essa falsa caridade sustentada por patrocinadores fundo-de-quintal.
E querem saber do que mais, o cara é tão interesseiro quanto qualquer outro empresário, isto vai desde divulgar seus parceiros no Twitter, como no caso do Peixe Urbano, até defender o indefensável banco Itaú como 'um banco que acredita no brasileiro' no cu, papagaio. E tem mais, o cara não é tão bom-moço assim, visto que tem problemas com a Prefeitura de Angra dos Reis por crime ambiental.
Mas de nada adianta isso pra tantas e tantas pessoas que assistem essa porcaria de programa e ainda julgam o cara uma pessoa bacaníssima... Adianta menos ainda pra todos os desprovidos de cérebro que lêem, assinam e compram a revista Veja, pois estas pessoas devem mesmo achá-lo um bom-moço. Enfim, as coisas são como são. No país em que jogar bola é talento, mostrar o rabo é ser artista e lucrar com a desgraça alheia é ser bom-moço, eu estou mesmo condenada...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Amor Perfeito

(Zazá bocejando...)
Eu queria alguém que me amasse até o último suspiro... alguém que me alegrasse quando a tristeza batesse, alguém que me fizesse rir, alguém que me protegesse de tudo, alguém que me aquecesse nos gelados dias de inverno.
Eu queria alguém que estivesse ao meu lado pra enfrentar todos os problemas, alguém que estivesse sempre disposto a me ajudar, mesmo não sabendo como...
Eu queria alguém que me ouvisse sem restrições, alguém que não me julgasse pelos erros cometidos, alguém que não se desapontasse com os meus fracassos.
Eu queria um amor perfeito.
Mas que tolo fui...
Levei muitos anos pra perceber que este alguém já existe. Este alguém que me ama com todas as células do corpo, este alguém que jamais me abandonará, este alguém que me recebe todos os dias como se fosse meu aniversário...
Este alguém de carne, osso, linguão, orelhas, pêlo, patinhas, focinho e trufinha.
Meu cachorro é, e sempre será, o ser mais leal, amigo, companheiro e amoroso que vai existir na minha vida!


A razão de eu amar tanto o meu cachorro é porque quando chego em casa ele é o único no mundo que me trata como seu fosse Os Beatles. - Bill Maher

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Versão Brasileira

Quem foi que disse que o chatinho do Luciano Huck é dublador?
Ontem fui ao cinema assistir 'Enrolados', uma animação da Disney com uma versão diferente do clássico da Rapunzel. O trailer me conquistou, mostrava tudo que uma boa animação deveria ter: romance, comédia, aventura... Mas o que o trailer não mostrou foi a voz de Luciano Huck dublando o personagem Flynn Rider, um dos protagonistas. (Sim, o trailer tinha uma voz, e o filme tinha outra!)
Percebam, então, meu desapontamento quando comecei a assistir o filme no cinema e logo percebi aquela voz sem graça dublando o mocinho. Acho que como dublador, Luciano Huck consegue ser pior do que como apresentador. Uma dublagem sem emoção, com pausas erradas, entonação fraca... Enfim, o que podia ter de pior pra estragar um filme com uma história muito cativante.
O cara não sabe dublar! É bem simples assim! E não sei qual foi a idéia de quem o chamou pra fazer tal projeto, visto que sua atuação já foi horrível em carne e osso nos filminhos babacas da Xuxa e da Angélica, e na estúpida minissérie 'As Cariocas'. Se pessoalmente já foi assim, imagina só a voz... Uma coisa infeliz!
O cara dubla como se estivesse apresentando programa, é algo inacreditável. É possível sentir, em algumas falas, os vícios no sotaque e nas pausas das frases iguais aos de Luciano como apresentador. Isso é um erro fatal. 
Alguns os atores que fizeram projetos como dubladores tiveram a felicidade de dar uma identidade única a cada personagem através de uma característica na voz. E aqui, eu cito o maravilhoso Lima Duarte, que foi responsável por dar voz ao gato Manda Chuva, e fez um excelente trabalho, criando uma voz única e adorável para o malandro felino. Também cito Tadeu Melo, que emprestou sua voz naturalmente cômica para Sid, a preguiça de 'A Era do Gelo'. Tadeu conseguiu colocar a comédia pura da versão original da animação em sua dublagem, o personagem ficou super engraçado mesmo na versão dublada!
Dublar não é tarefa fácil, e se engana quem simplifica o ato, achando que é só fazer uma leitura forte das falas. Dublar é entender o personagem e imprimir sua personalidade em um timbre de voz, agregando o som à história com harmonia! Quem não consegue isto, está apenas lendo...
Minha dica pra vocês é assistir a versão original, em inglês, de 'Enrolados'.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O fim do Segundo Reinado de Luiz Inácio

Não sou de postar textos de outros autores. Mas desta vez achei um texto tão bom que resolvi trazê-lo para o blog.

Escrito por Juremir Machado da Silva 

Luiz Inácio chegou ao fim do segundo reinado.
Quer dizer, segundo mandato.
Fez o sucessor.
A política é hereditária.
O "analfabeto" governou melhor do que o doutor.
Calou os generais.
E os generalistas.
E os generalizadores.
Restou para a direita, como no tempo do Getúlio, denunciar a corrupção,
que ela mesma sempre praticou e pouco combateu.
A cruzada moralista é a última arma da reação em desespero.
A corrupção existiu, mas não exatamente como foi denunciada.
Enriquecimento pessoal até agora não apareceu muito.
Caixa dois virou prática número um.
Os especialistas erraram tudo.
O Brasil não afundou.
Os comunistas não voltaram a comer criancinhas.
As criancinhas é que andam comendo muita gente.
Os empresários não fugiram para Miami.
Só de férias.
Luiz Inácio tem quase 90% de aprovação do povo, que de bobo não tem nada.
Matou a pau com o ProUni, o Bolsa-família, as cotas, a manutenção da política econômica e muitas boas bravatas.
Fingiu que não sabia o que sabia e se deu bem.
Elegeu Dilma, que os especialistas consideravam um poste inelegível.
Dá gosto ver o desespero da direita tentando encontrar uma tese para explicar o inexplicável.
Luiz Inácio foi tudo: pai dos pobres, mãe dos ricos, irmão dos amigos, primo pobre do Obama, amigo rico do Evo.
Ficou amiguinho do Irã, ditadura que apedreja mulheres adúlteras, para desespero dos EUA, amiguinho da Arábia Saudita, ditadura que apedreja mulheres adúlteras.
Nossa política internaciona,l enfim, ficou como a do Primeiro Mundo: uma salada maluca de interesses econômicos, ideológicos e o escambau, principamente o escambau, praticado por americanos e europeus desde sempre.
Digo mais, Luiz Inácio não é FHC, que se acha príncipe, acima do bem e do mal. Luiz Inácio se acha rei, no meio do bem e do mal, misturado com a plebe e com a turma dos camarotes.
O que isso significa?
Simples: Luiz Inácio vai voltar. Para mais dois reinados.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Novela Mexicana

De todas as novelas, as melhores são, sem dúvida, as mexicanas. Enquanto as novelas brasileiras mostram  muita putaria um final tosco onde os maus conseguem se safar quando se "arrependem" de tudo que fizeram, as novelas mexicanas são bem claras e específicas no destino de cada personagem. Os maus morrem no final!
A certeza das penalidades para cada ser maléfico na novela mexicana é algo que muito me agrada, visto que as novelas brasileiras contemporâneas dão muitas chances para os antagonistas saírem ilesos ao final da trama. Isto é horrível! E devo comentar, também, a seqüência dos fatos da novela mexicana é sempre armada de modo a manter todos os capítulos com um certo suspense e acontecimentos importantes para o desenrolar dos fatos. Coisa bem diferente das novelas brasileiras, que ficam muito paradas em uma certa etapa da história, sem nenhum acontecimento interessante no núcleo principal da novela.
Obviamente, tenho que mencionar a superioridade dos atores mexicanos, que expressam muito mais dizendo muito menos. As caras, olhares, vozes, reações e gestos beneficiam a cena como um todo, e convencem! Apenas alguns poucos atores brasileiros têm esta capacidade.
A novela mexicana é, em sua essência, uma tragédia grega refinada. Recheada com algumas utopias socialistas, de que os pobres trabalhadores são sempre virtuosos, e a luta de classes termina quando os ricos percebem essas virtudes (vide 'Maria do Bairro', 'Amigas e Rivais', 'Usurpadora' e 'Café com aroma de mulher'). Outra coisa curiosa é que a abertura das novelas mexicanas já contam todinha a história, só pela abertura a gente já sabe o que vai acontecer, o gancho da história e as mudanças dos personagens.
Claro que não posso deixar de falar sobre a espinha dorsal de uma novela mexicana: a história de amor. Não existe novela mexicana que não tenha história de amor! Isso é quase uma lei da física-quântica-mexicano-novelística. Há sempre uma mocinha e um mocinho. Ás vezes o mocinho é um filho-da-puta mimado que não se importa com nada, mas ele sempre se torna um cara legal e responsável no final da trama. (O mito do homem que muda pra melhor.) A mocinha é seeeeeeeempre a sofredora. Às vezes pobre, outras vezes pobre menina rica, mas é sempre coitadinha de alguma forma: ou é por não ter amigos, ou é por ter muuuuito dinheiro e uma família que não dá a mínima, ou é por amar alguém de outra classe social, ou é por só andar em más companhias... Enfim, a mocinha passa apuros. Mas é sempre salva pelo mocinho destes horrores emocionais. Até hoje só vi uma novela mexicana com uma personagem principal ruim: Rubi (una descarada!). Todas as outras mocinhas eram boas. Destaque especial pra uma especialista em mocinhas: Matilde Adela Noriega. Destaque meeeeeeeega especial para o galã mais espetacular das novelas mexicanas: Luis Fernando de la Vega, também conhecido como Carlos Daniel, Fernando Colunga.
E em matéria de mocinho e mocinha, o destaque também é para o romantismo absuuuurdo das novelas mexicanas. É uma coisa bizarra mas a gente adora. Os casamentos são sempre um acontecimento que rende de três a cinco capítulos (vide Amor Real, Amanhã é para sempre, A Mentira e Rubi). Se o casamento é no início ou no meio da história, sempre tem um esquemão de intriga/mentira/fatos chocantes, coisas imperdíveis... Crianças de novela mexicana são songa-mongas irritantes, sempre choronas e com vozes horríveis na dublagem.
Por fim, aqui vai uma lista das minhas novelas mexicanas favoritas através das aberturas:












quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Comando Vermelho (nem tão vermelho)

Dias de crise para os cariocas, e, para o resto dos brasileiros, são dias de crise e vergonha. Não sei quanto a vocês, leitores, mas eu me sinto envergonhada diante de tanta bandidagem (e não há outra palavra pra definir) tomando o controle de uma cidade que é tão conhecida mundialmente e, querendo ou não, representa o Brasil para outros povos. E quando isso começou? Sei lá eu... Acho que tudo ficou pior mesmo conforme a polícia foi chegando mais perto das favelas e as pessoas comuns foram chegando mais perto da polícia. As UPPs, Unidades de Polícia Pacificadora, fizeram o que poucas políticas de segurança tinham feito antes: uniram cidadão comum à polícia, enfraquecendo o poder dos traficantes.
De acordo com a polícia, o movimento do Comando Vermelho, organização criminosa forte no RJ, seria o responsável por essa onda de ataques. Eu não duvido, considerando que alguns mandantes desse caos estão presos e fazem parte do grupo. Também não duvido que por traz de toda essa 'cambada' estejam muitos políticos e policiais corruptos. 
A história que contam é que o Comando Vermelho teria sido o resultado de uma união de presos comuns com presos políticos, em Ilha Grande, no RJ, em 1979. Porém, vejo muito de uma opinião tendenciosa de direita nessa explicação. Todos sabem que no movimento político que lutou contra a ditadura havia muita gente que cometia crimes violentos e terrorismo, algumas vezes com interesse financeiro. Esses podiam ser simplesmente classificados como marginais comuns, não necessariamente apenas presos políticos. O que há no momento é um esforço pra ligar a força política e o pensamento de esquerda a esse terror urbano que os traficantes do Comando Vermelho tentam criar.
O pensamento de esquerda nada tem a ver com tráfico de drogas, terrorismo, caos, violência e criminalidade. Isto é o que a direita gostaria que fosse verdade.
O Comando Vermelho é apenas uma organização criminosa formada por marginais que vendem drogas pra conseguir armas e, com isso, garantir o controle de uma área urbana. E o que é mais assustador não são os marginais declarados, são os ocultos: aqueles usuários de drogas que sustentam esse armamento de guerra nas mãos de gente que não dá valor à vida! Desculpem-me aqueles que acham que usuários de drogas são doentes. Eu penso que usuário de drogas é financiador de traficante, logo, financiador do crime, portanto tem que ser punido da mesma forma que o criminoso!!! Não é possível pensar uma sociedade onde se desconecta o dependente químico do problema que seu vício causa. E quem tem o interesse em fazer isso? A elite (que quase sempre é de direita)! É interesse dos abastados senhores, cujos filhos estão entregues às drogas, que a sociedade vitimize o viciado 'Coitadinho, vítima do crack.', assim como é interesse desses mesmos senhores que a explicação pra fonte de distribuição dessa droga sejam os presos políticos de esquerda! É mais fácil continuar marginalizando o viciado pobre que consome a droga na rua (em tantas cracolândias por aí) e continuar santificando o viciado rico que 'tinha tudo pra dar certo' e 'se perdeu nas drogas'. É mais fácil ainda, pra burguesia elitista, colocar marginais traficantes e pessoas que lutaram por um Brasil democrático tudo no mesmo saco... Misturando o pensamento político ao pensamento da violência, fazendo a geração atual acreditar que ser atuante politicamente significa terminar marginalizado.
Mas, não se enganem! O Comando Vermelho nada tem a ver com a luta pela democracia e pela liberdade que tantas pessoas dignas tiveram de travar para garantir nosso direito ao voto. O Comando Vermelho simplesmente é o resultado da união do que houve de podre na luta contra a ditadura com o que já havia de podre nas cadeias!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Médicos e "Médicos"

...retornei! Esse blog já estava mofado, coitadinho... Demorei muito pra voltar a escrever. Mas muita coisa aconteceu: formatura, aniversário, etc. E o Twitter definitivamente se tornou um vício! Já vou aproveitar e colocar um link aqui no blog!
Então, vamos ao assunto de hoje:

Depois do absurdo da lei que proíbe a venda de remédios em prateleiras expostas ao consumidor, um outro esquema chamou a atenção: a comissão paga por algumas farmácias aos médicos. Neste esquema mostrado na reportagem do Fantástico, médicos recebem 30% do valor dos medicamentos encomendados por pacientes que eles encaminham, e na maioria dos casos estes remédios não são nem necessários ao tratamento do paciente (são apenas receitados para dar lucro ao "médico" e à farmácia). Ou seja, como se não bastasse o governo tentar tirar o direito das pessoas de administrarem medicações simples sem a intervenção de um médico, ainda temos de ver esse tipo de esquema mafioso entre farmácias e "médicos". Isso me deixou irritada, pois sou totalmente contra os dois acontecimentos! Acredito que é mais seguro e sensato investir em educação, para que as pessoas aprendam a usar medicamentos de forma correta e para benefício próprio, do que simplesmente dificultar o acesso a estes remédios! E tem mais, a legislação citada aqui já abre caminho para a discussão dos antibióticos, se eles devem ou não ser vendidos sem receita médica. O que é outro absurdo, considerando a precariedade do nosso atendimento médico no sistema de saúde público. Se o cidadão não consegue marcar uma consulta com rapidez, a exigência de receita médica para a compra de antibiótico pode condená-lo ao não-tratamento, ao passo que: se ele ao menos consegue comprar a medicação, pode tentar um tratamento (mesmo que este seja feito através da auto-medicação).

E se considerarmos que as pessoas ainda estão sujeitas a toparem com esta classe de "médicos" (do esquema sujo com as farmácias), vemos que a receita médica (neste caso) perde todo seu valor, pois foi dada apenas visando o lucro do "profissional" que fez o atendimento! Portanto (considerando especificamente estes casos de esquema) chegamos à conclusão de que o cidadão está mesmo condenado à morte, ou por falta de remédio (se não tem receita) ou pelo tratamento errado (se tiver uma receita dada por um "médico" pilantra). Nesta onda, entra em vigor o novo código de ética médica. Que estabelece medidas óbvias (especialmente considerando a prática de plantões nos hospitais e unidades de saúde). O código é só mais uma legislação condenada a não sair do papel (não por falta de valor, mas por falta de recursos).

PS: Considero médico o profissional que coloca a ética e a humanidade antes dos interesses financeiros, atendendo com dedicação e seriedade. Por isto usei estas palavras entre aspas (no texto) para retratar um bando de criminosos!